
O conteúdo dos textos aqui publicados é de inteira
responsabilidade dos autores, inclusive em caso de
plágio;
qualquer semelhança com a realidade,
em prosa ou em verso, é mera coincidência.
_________________________
O EDITAL
CONCURSO
LITERÁRIO DA
ACADEMIA
MUNICIPALISTA DE LETRAS DE MINAS GERAIS Edital 2017
Acham-se
abertas as inscrições para o Prêmio Literário da AMULMIG de Prosa e Poesia
- Prazo: de 11 de abril de 2017 a 30 de junho de 2017, valendo a data de postagem do carimbo dos Correios.
- Tema: o tema é livre para as categorias.
- Os candidatos poderão concorrer apenas com um trabalho em cada categoria, conto e poema, em língua portuguesa.
- Os contos deverão ser de, no máximo, três laudas.
- Os poemas deverão ser de, no máximo, 30 linhas.
- Os trabalhos deverão ser digitados em Times/Arial, tamanho 12, espaço 1,5 – em três vias e enviados para a
Secretária
Geral da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais
Acadêmica Maria
Lúcia de Godoy Pereira
Rua Rio de
Janeiro, 909 – apt 206 - Centro
Cep 30160-041 –
Belo Horizonte/MG
- Os trabalhos deverão ser enviados sob pseudônimo. Os dados do autor – nome, endereço completo, e-mail e telefone do autor – deverão ser enviados em envelope separado e lacrado, com o título do trabalho e pseudônimo por fora.
Todos os itens
deverão ser respeitados, caso contrário o trabalho será desclassificado.
Haverá uma
Comissão Julgadora composta de três escritores para cada categoria, designados
pela diretoria da academia.
Serão entregues
medalhas e diplomas aos nove primeiros lugares de cada categoria: três
Vencedores, três Menções Honrosas e três Menções Especiais.
Os textos
classificados serão publicados em antologia virtual no site do Jornal da
Academia. Aos classificados será pedido o envio dos
textos via e-mail para a publicação.
Os prêmios
serão entregues em Sessão Solene, no dia 03 de outubro de 2017, às 15 horas, na
Rua Agripa de Vasconcelos, 81 – Mangabeiras, Belo Horizonte/MG.
Mais
informações com a Acadêmica Maria Lúcia de Godoy Pereira,
através do e-mail godoymalu@bol.com.br
Publicado no blog da Academia http://amulmig-bh.blogspot.com.br/2017/04/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html
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CÉSAR PEREIRA
VANUCCI, Presidente da
Amulmig
Cesar Vanucci é jornalista,
escritor, advogado, professor. Exerceu, entre outras, as seguintes funções:
Superintendente Geral do Sistema Fiemg; diretor regional do IEL; diretor da
Rede Minas de Televisão; presidente da Universidade do Trabalho MG; Secretário
Municipal de Abastecimento de BH; Ouvidor Geral da Prefeitura de Belo
Horizonte; Assistente no Senado Federal, Assembleia Legislativa MG e Câmara
Municipal BH; Assessor da Vice-presidência da República. Na condição de
executivo do Sesiminas, liderou a equipe que idealizou, estruturou e lançou a
famosa “Ação Global”.
Em Uberaba,
onde residiu até 1965, fundou e foi presidente da União Estudantil Uberabense
(UEU), foi um dos fundadores da Academia de Letras do Triângulo Mineiro,
presidiu o I e II Festivais Universitários de Arte, foi Professor de Técnica de
Redação e Publicidade no primeiro curso superior de jornalismo instituído em
Minas Gerais (Faculdade de Ciências e Letras São Thomas de Aquino), fundou e
dirigiu o Colégio São Judas Tadeu, integrou como representante da Circunscrição
de Ensino do Triângulo Mineiro o primeiro Grupo de Trabalho constituído pelo
Ministério da Educação (1962-1964) visando a implantação de um sistema de rádio
e televisão educativos.
É colaborador
permanente de dezenas de órgãos de imprensa. Membro do Lions Clube, coordena há
duas décadas as festividades de celebração em Minas da “Semana Mundial do
Serviço Leonistico”. É o atual presidente da Academia Municipalista de Letras
de Minas Gerais (Amulmig) e da Academia Mineira de Leonismo.
É cidadão
honorário de mais de uma dezena de municípios mineiros, BH entre eles. Foi
agraciado com numerosos títulos honoríficos nas áreas pública e privada.
Autor de
milhares de artigos publicados ao longo de meio século, mais de duzentas
conferências proferidas, algumas no exterior. Lançou os seguintes títulos: “Um
certo Dom”; “José Alencar – missão cumprida”; “A família, seu valor e seus
problemas na sociedade contemporânea”; “Um homem chamado Chico Motta”,
“Realismo Fantástico”.
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Comissão de Julgadores: Poesia
Coordenação: Angela Togeiro
JULGADORES: Angela Togeiro, Luiz Carlos Abritta, Maria Inês Chaves de Andrade
JULGADORES: Angela Togeiro, Luiz Carlos Abritta, Maria Inês Chaves de Andrade
de Volta Redonda/RJ,
reside em Belo Horizonte. Iniciou seus estudos em Congonhas, sendo sua
professora 1ª professora Mary Gomes Valentim; a seguir em Barroso e em
Conselheiro Lafaiete, onde foi aluna do Professor Astor Vianna, grande
responsável pelo seu gosto pela literatura, sobretudo pela poesia. Pós-graduada
em Política Econômica e Finanças das Empresas e em Administração de Recursos
Humanos, pela FACE/FUMEC. Atuou como administradora, empresária e professora
universitária. Como escritora,
possui prêmios literários e antologias em prosa, verso e teatro em quase todos
os estados brasileiros e, internacionais, em Portugal, Espanha, Inglaterra,
Itália, EUA, Canadá, México, Argentina, Chile, Uruguai e França. Verbetes: “Dicionário Crítico de
Escritoras Brasileiras”, de Nelly Novaes; “Dicionário
de Mulheres”, da Profª Hilda Agnes Hübner Flores e “Enciclopédia de Literatura
Brasileira”, de Afrânio Coutinho e Jô Galante de Sousa. Atua como julgadora de
concursos nacionais e internacionais. Entidades
Culturais: ACLCL, Afemil, Amulmig, Alacib, SBPA, InBrasCI, Apperj,
Proyecto cultural Sur-Brasil, correspondente da UBE-RJ, Accademia
Internazionale Il Convivio/IT, Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix -
Suisse/France, Membre d’Honneur da Divine Academie/FR. Distinções: Diploma de Mérito Cultural 2002, da UBE-RJ, Medalha dos
40 anos da AMULMIG. Título de "Doutora em Filosofia Universal/Ph.I. -
Filósofa Imortal - Honoris Causa pela Academia de Letras do Brasil e Conalb -
Conselho Nacional das Academias de Letras do Brasil, Brasília/DF, 2010. Medalha
de Recompensa à Mulher na Maçonaria Fluminense. Troféu Lions 2011. Medalha
Academie de Arts, Sciences et Lettres, Paris/França, 2012. Prêmio Eneida de
Moraes 2015 – Conjunto da Obra, União Brasileira de Escritores UBE-RJ. Livros: Contato urbano,
Pudim de claras com baba de moça, Cavalo alado, Trem mineiro, Na luz dos teus
olhos, O Compositor e Sou mulheres, Prêmios Fundec/PI, O dente de leite
apresenta: o molar fugiu do sonho da menina – teatro infantil, Prêmio
Prefeitura de Manaus/AM, Flagrantes do viver, Vitrines da vida, editou
(re)Leitura do natal, Foi assim - novela com associados da Amulmig –
presidência de Luiz Carlos Abritta, Nunca mais... – novela com associadas da
Afemil – presidência de Conceição Pereira Abritta.
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LUIZ CARLOS ABRITTA nasceu em Cataguarino, distrito de Cataguases-MG, no dia 24 de janeiro
de 1935, filho de Oswaldo José Abritta, integrante do Movimento Modernista da
Revista "Verde", de Cataguases (mais tarde Juiz de Direito), e de
Yolanda Nery Abritta.
- Curso primário em Carandaí-MG, ginasial e científico no Colégio Santo
Agostinho, de Belo Horizonte, Curso de Direito na Faculdade de Direito da UFMG
e de Letras (Português/Inglês) no UNI/ BH(interrompido).
ATIVIDADES NO MAGISTÉRIO
- Lecionou Português e Inglês no Colégio Santo Agostinho, no Colégio
"Belo Horizonte"(antigo Curso Chopin), na Escola Técnica "Clemente
de Faria" e no Colégio "São Paulo" (todos de Belo Horizonte).-
Em Rio Piracicaba-MG foi Professor e Diretor do Colégio Estadual e da Escola
Normal, e, em Brumadinho, lecionou "Direito Usual" na Escola de
Comércio local.- Nesta Capital, lecionou "Direito Constitucional" na
Faculdade de Direito "Milton Campos", substituindo eventualmente o
Prof. Ricardo Arnaldo Malheiros Fiúza.
NA ÁREA JURÍDICA
- Advogou em Belo Horizonte de 1958 a 1964, quando ingressou, por
concurso público de provas e de títulos, no Ministério Público de Minas Gerais,
no ano de 1964, tendo atuado nas Comarcas de Rio Piracicaba, Brumadinho,
Itabira e Belo Horizonte (onde foi Promotor da 4ª Vara Criminal, da Vara de
Execuções Criminais e do Júri), além de outras, em substituição eventual.
Aprovado no concurso para Juiz de Direito de Minas Gerais, não aceitou o cargo.
Atingiu, em 1982, o ápice da carreira, quando foi promovido, por merecimento,
ao cargo de Procurador de Justiça. Indicado pela Procuradoria Geral de Justiça,
atuou, durante dez anos, no Conselho Penitenciário de Minas Gerais.- Foi
Presidente da Associação Mineira do Ministério Público.- Aposentado, a pedido,
no cargo de Procurador de Justiça, retornou à advocacia.- Foi nomeado pelo
Presidente da República para o cargo de Juiz do Tribunal Regional Eleitoral de
Minas Gerais, na classe de jurista.- Conselheiro da OAB/MG por dois mandatos e
Presidente do Tribunal de Ética. Tem artigos publicados na Revista Forense,
Revista da Universidade de Uberlândia, Revista de Doutrina e Jurisprudência do TRE/MG, e Revista JUS, do Ministério
Público de Minas Gerais.
NA ÁREA LITERÁRIA
- Foi Presidente, por oito anos, da Academia Municipalista de Letras de
Minas Gerais e hoje é Presidente Emérito daquela entidade cultural.
Ex-Presidente da União Brasileira de Trovadores em Belo Horizonte, no Estado de
Minas Gerais e, por fim, Presidente Nacional daquela entidade cultural. Membro
efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, onde possui
artigos publicados em revistas ali editadas, sendo, atualmente, o 1°
Vice-Presidente.- Membro honorário da Academia Epistêmica de Letras,de Belo
Horizonte e efetivo da Sociedade Brasileira de Poetas Aldravianistas.- Atualmente, é Presidente da Academia de Letras
do Ministério Público de Minas Gerais. Já recebeu centenas de premiações na
área literária. Julgador de centenas de concursos literários, nacionais e
internacionais.- Possui doze obras publicadas.
MEDALHAS
- Grande Medalha da
Inconfidência, Medalha Santos Dumont grau ouro, do Ministério Público de Minas
Gerais, da Justiça Federal, do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais
e da Societé Académique des Arts, Sciences et Lettres, Paris, França, dentre
outras.
______________________________
MARIA INÊS CHAVES DE
ANDRADE é neta, filha e irmã, sobrinha, prima e amiga, nora,
cunhada, tia, madrinha, esposa e mãe, autora de livro infantil, poesia,
romance, dissertação de mestrado e tese de doutorado, pós-graduada em cinema,
vice -presidente da ONG O Proação e diretora financeira do Movimento Paz na
Serra; filósofa do Direito. Natural de Belo
Horizonte/MG, filha de Aloízio Gonzaga de Andrade Araújo e Marlene Vieira
Chaves de Andrade.
Assessora Jurídica do Tribunal Regional Eleitoral/TREMG. Escritora de
livros técnicos, romances, poesia e literatura infantojuvenil.
Bacharelado
pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais - 1985-1990; Doutorado
em Filosofia do Direito – Faculdade de Direito da UFMG – 2007 – Título da tese:
A fraternidade como direito fundamental. Entre o ser e o dever ser na dialética
dos opostos de Hegel; Especialização em Direito Constitucional – Faculdade de
Direito da UFMG – 2002; Pós-graduação em Cinema - Instituto de
Estudos Continuados - IEC - Universidade Católica de Minas Gerais - 2001; Bolsista
do DAAD (Deustche Akademische Austauschdienst) para um doutorado-sanduíche na
Ludwig-Maximilians Universität em Munique - Alemanha - 1996-1997; Mestrado em
Ciências Jurídico-Internacionais pela Faculdade de Direito da Universidade de
Lisboa - Portugal - 1990-1992.
Vice-Presidente
da ONG “O Proação” – Núcleo de Composição de Parcerias em Projetos e
Ações – desde 2005.
PUBLICAÇÕES
com terceiros: O Direito dos Estados-Membros Interiores da Federação
Brasileira sobre as Riquezas do Pré-Sal. In Direito Constitucional em
Homenagem a Jorge Miranda. Coord. Helena Telino Neves Godinho e Ricardo Arnaldo
Malheiros Fiúza. Belo Horizonte: Del Rey, 2011; A Fraternidade como Parâmetro
de Atuação Empresarial. In Direito e Negócios Empresariais. Coord. César
Fiúza. Belo Horizonte: Del Rey, 2010. Contributo para o Estudo das Pescas
Marítimas Brasileiras - Revista da Faculdade de Direito da UFMG - 1992; A
Formação do Contrato de Compra e Venda Internacional de Mercadorias - Revista
da Faculdade de Direito da UFMG - 1992; A Interdisciplinaridade como
Característica das Relações Internacionais - Revista da Faculdade de Direito da
UFMG - 1992; Direito e Economia: Do Correlacionamento - Revista da Faculdade de
Direito da UFMG - 1995; O Direito dos Estados-Membros Interiores da Federação
Brasileira sobre a Plataforma Continental. Revista de Direito Comparado, vol.
1, nº 1, jul/1997, p. 341/356. A corrupção como adulteração da essência humana
– Jornal Estado de Minas, A Participação dos Estados Interiores da Federação
Brasileira no Pré-Sal – Jornal Estado de Minas.
Livros:A
Suindara - Poesias - Editora Del Rey - Belo Horizonte - 1995; A Plataforma
Continental Brasileira - Direito do Mar - Editora Del Rey - Belo Horizonte -
1995; Sacia-Perereca - Infantil - Editora Miguilim - Belo Horizonte - 1997; Bárbara
Bárbara - Romance - Editora Autêntica - Belo Horizonte - 1999; Amor em Si &
Bemol - Curta Metragem – 2001 – Participação no Festival de Cinema de
Tiradentes – Roteirista Co-autoria do livro Teoria da Justiça, em homenagem ao
Prof. Dr. Joaquim Carlos Salgado, com o capítulo À Paz Perpétua” de Kant:
contributo interpretativo – Livraria Mandamentos e Editora Ltda., Belo
Horizonte, 2009. A fraternidade como parâmetro de elaboração legislativa –
Assembléia Legislativa de Minas Gerais – Belo Horizonte, 2009.
A Fraternidade como Direito Fundamental – entre o ser e
o dever ser na dialética dos opostos de Hegel – Lisboa: Editora Almedina –
2010; Autora do texto do Manifesto Cultural Artístico-Humano, Solidarismo
Mineiro –instaurado aos 29.10.2014, no Museu das Minas e do Metal, pela
Primeira Dama do Estado de Minas Gerais, a Sra. Célia Pinto Coelho; O Pequeno
Jornaleiro – no prelo. TTK & Lulu – no prelo
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Trabalhos classificados
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QUANDO... ©
1º Lugar
MATUSALEM DIAS DE MOURA – Vitória/ES
Quando eu for um retrato
emoldurado
na saudade de alguém que muito
amei,
hei de ser, por meu Deus,
recompensado
pelas lutas perdidas que
travei.
E, então, serei lembrança do
passado
na mente dos irmãos que
deixarei
neste vale de dor e de pecado,
lutando as mesmas lutas que
lutei.
Assim, terei chegado ao fim da
estrada,
passo a passo, levando a minha
cruz,
sem jamais me perder na
caminhada,
nem me entregar ao mundo que
seduz
o homem a uma vida descuidada,
impedindo-o de ver a Grande
Luz.
Matusalém Dias de Moura é procurador da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo,
escritor, poeta e historiador, com quase três dezenas de livros publicados. É
membro efetivo da Academia Espírito-Santense de Letras (Cadeira34), da Academia
de Letras e Artes de Portugal, da Academia de Letras de Vila Velha (Cadeira
18), da Academia Iunense de Letras (Cadeira 26), do Instituto Histórico e
Geográfico do Espírito Santo, da Associação Espírito-Santense de Imprensa, da
Sociedade Brasileira de Poetas Aldravianistas, entre outra instituições
culturais. É, também, presidente da União Brasileira de Trovadores (UBT-Seção
de Vitória/ES) e membro titular do Conselho Estadual de Cultura do Estado do
Espírito Santo (biênio 2017/2019). Político, foi vereador e presidente da
Câmara Municipal de Iúna, Espírito Santo. (do livro HAIKAIS PARA GUILHERME DE
ALMEIDA)
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ANDANTE©
2º Lugar
JOSINA NUNES DRUMOND –
Vitória/ES
Meu caminho é
heterodoxo
Pavimenta-se de
sonhos
Fundamenta-se
de mitos
Paramenta-se de
símbolos
Meu caminho é
poético
Guiada por
palavras
Sigo sem rumo
Minhas próprias
sentenças
Meu caminho é
de letras
Endireito
vírgulas
Empino acento
Desdobro
circunflexos
Evito ponto
final
Salto
reticências
No desvão das
entrelinhas
Encontro o
sentido da vida
Josina Nunes Drumond (Jô Drumond) Professora, pesquisadora, tradutora juramentada,
Artista plástica, Escritora e poeta. Tem pós-doutorado em
Literatura Comparada (UFMG). É doutora em Comunicação e Semiótica (Puc/SP) e
mestre em Estudos Literários (Ufes). É pós-graduada (lato sensu) em Artes
(Ufop) e em Literatura (Ufes). Graduou-se em Letras (UFMG), Língua, Literatura
e Civilização Francesas (Univ. de Nancy -França), e Artes Plásticas (Ufes). É
membro do IHGES e de 3 Academias de Letras: AEL, AFESL e Afemil. Tem 15 livros
publicados, mais 3 como organizadora e 2 como tradutora. Tem também publicações
em antologias, em revistas de pós-graduação, em anais de congressos, e na
Internet ( www.artigosdajo.blogspot.com.br).
Tem poemas e contos premiados em MG, RS, PA e ES
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V I O L Õ E S ©
3º Lugar:
HUMBERTO DEL MAESTRO – Vitória/ES
Gemei, violões, que a noite é silenciosa
como um resto de amor; doce, profundo.
Fazei florir, dos corações no fundo,
a flava flor do sonho misteriosa.
Deixai correr, na vastidão do mundo,
a melodia cândida, piedosa
como um perfume virginal de rosa
que flui, na alma de cada ser, fecundo.
Gemei, violões, como um divino treno,
que o céu mantém-se plácido, sereno
e, entre a soberba calma, além flutua.
Gemei o triste, o musical segredo
dos calafrios íntimos do medo
sob o manto da fria luz da lua.
Humberto Del Maestro nasceu na cidade de Vitória-ES, onde concluiu seus principais estudos e
iniciou sua carreira de poeta e prosador. Possui, no momento, 59 livros
publicados, em prosa e verso, e mantém uma coluna literária denominada
Literatura & Arte, aproximando-se das 2.000 edições, onde
divulga autores da atualidade, dentro e fora do Brasil. É detentor de inúmeros
prêmios e participa de várias Casas de Letras, incluindo o Instituto Histórico
e Geográfico do Espírito Santo e a Academia Espírito-santense de Letras,
onde ocupa a cadeira 20.
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MANHé
3º Lugar:
MARINA BIAGIONI MARQUES - Conselheiro Lafaiete/MG
A noite foge, pois já vem o dia.
Tocam-se, ainda, luz e escuridão!
No palco do horizonte, a nostalgia
Vai ser vencida pela exaltação.
Esplende a luz, no céu, arcoirizada,
E um novo dia, agora, se repete,
Flor da manhã, que desanuviada,
À luz do sol, inteira, se reflete!
Mas, são fugazes as manhãs da vida,
Que, sempre, a cada noite, vão morrer,
Na sua diuturna despedida.
Não haverá suspiro, nem saudade,
Pra quem, um dia, se surpreender,
Na infinita manhã da eternidade!
Marina Biagioni Marques, filha do
poeta Orestes Biagioni e da professora Rita Bastos Biagioni, nasceu em
Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais. Foi funcionária municipal e professora
estadual, com atuação em diversos estabelecimentos, tendo lecionado Língua
Portuguesa, na E.E. Narciso de Queirós. É membro-efetivo-fundador da Academia
de Ciências e Letras de Conselheiro Lafayette, tendo publicado dois livros, um
de sua autoria e outro em parceria com seu pai. Aposentada, dedica-se à Cultura
e às Letras, tendo conquistado muitos prêmios literários.
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VERSOS MEUS©
1ª Menção Honrosa
ANGELA CRISTINA FONSECA – Belo Horizonte/MG
Não
são virgens os meus versos
Porque
a mim não pertencem as palavras.
De
meus, in-versos, re-versos
Medos,
avessos,
Emoções,
tropeços -
Esses,
sim, da minha lavra.
Aproprio-me
da linguagem para urdir minha escritura,
Derramar,
vazar poesia pura,
Revelar,
declamando em silêncio,
Cores
e tons de minha alma,
Minhas
águas represadas, meus anseios,
O
que há em mim de turbulência e calma,
Profundeza,
superfície, crostas e recheios,
Tal
qual argila modelada,
Massa
fermentada que, trabalhada, fecunda
Os
versos meus.
E
assim, a cada dia,
Mais
e mais instigada pela poesia,
Nessa
faina, inquieta, de tentar apreender o mundo –
-
como se possível fosse! –
Sigo,
cobrindo folhas de papel.
(Angela Fonseca, outono – finzinho de maio de
2017)
Angela Cristina
Fonseca. Natural
de Belo Horizonte - MG. Nascida em 21/05/1948, Graduada em Comunicação Visual
pela FUMA/UEMG e pós-graduada em Docência no Ensino Superior pelo Unicentro
Newton Paiva – MG. Primeiro poema publicado aos 10 anos na extinta revista
Sesinho, do SESI, dirigida ao público infantil. Publicações esporádicas no
Suplemento Literário da Secretaria de Estado da Cultura, na década de 70, e
também no Caderno de Cultura do jornal Estado de Minas. Prêmios literários: Manoel Bandeira de Poesia
(GREMIG - 1986), Academia Brasileira de
Poesia Casa Raul de Leoni (2014), ALEPON (2014/2015), ALACIB (2015, 2016), APLA
(2015, 2016), Prêmio Cultural Japão (2015)
* Livros publicados: - Livro I das Aldravipeias
(coletânea - 2014); Livros III e IV das
Aldravias (coletâneas – 2015/2016); Ramalhetes Princesinos, da APLA (coletânea
– 2017); Livro solo: ALDRAVIPAEAS – Temas & Poemas (2015)
* Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de
Poetas Aldravianistas - SBPA e Membro
Correspondente da Academia de Letras Artes e Ciências Brasil –ALACIB. * Site: www.aldraviaseoutrasletras.blogspot.com
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COSER©
1ª Menção Honrosa
ELISA
ALDERANI - Ribeirão Preto/SP
Sempre eu gostei de brincar
com linhas coloridas, agulhas, botões...
Costurava para boneca
Ajudava minha mãe
arrumar meias, furadas...
ela brincava também!
Colocava na meia uma bolinha
e o buraco aparecia...
Mais tarde,
Chronos costurou minha vida,
juntou retalhos,
cortou, alongou, desmanchou
refez modelos...
As roupas velhas, não deu jeito...
muito surradas!
Agora costuro
Palavras.
Não furo mais meus dedos!
Nascida na Itália, Elisa Alderani mudou-se em 1978 para Ribeirão Preto, onde reside
até hoje. Depois de realizada profissionalmente como comerciária, deu asas ao
sonho de ser escritora, acalentado desde a infância, quando já apresentava
inclinação para as letras. Em 2008, publicou “FLORES DO MEU JARDIM - FIORI DEL
MIO GIARDINO”, edição bilíngue e com fins solidários, obra premiada na Feira do
Livro de Ribeirão Preto de 2009. Integra a Casa do Poeta, a UEI (União dos
Escritores Independentes), a UBE (União Brasileira Escritores) e a UBT (União
Brasileira de trovadores). Poetisa atuante tem participação em mais de 40
antologias e coleciona importantes prêmios literários.
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Pelo menos o
silêncio©
1ª Menção Honrosa
JOSAFÁ DE ORÓS – Campina
Grande/PB
“E
todo silêncio não é feito senão
de palavras que não foram ditas”.
Marguerite Yourcenar,
Alexis, p 27
Pelo menos o silêncio
Com o caroço duro da palavra
As asas depenadas da garganta
E a pedra lançada no abismo
Venha rabiscar nos meus ossos
O manuscrito inaudito da morte.
Pelo menos o silêncio
Na agudeza do seu sopro
Venha trazer os fios das folhas
O estômato imemorial dos ventos
A gotícula mais antiga do orvalho.
Pelo menos o silêncio
Com os gracejos doidos do segredo
A sangria brava do sexo
A linha tênue da loucura
Venha com os olhos puros da alma
Solfejar nuvens mornas nos meus ouvidos.
Pelo menos o silêncio
No seu gesto invisível
Com o seu nada estridente
Emerja do fundo abissal, do escuro
Com os olhos cegos do mundo
E a constelação absoluta do nada.
Josafá deOrós, nome
literário de Josafá Paulino de Lima nasceu no Município de Orós, Ceará
em 1965. Desde os anos 70 veio para a Paraíba. Reside em Campina Grande onde
desenvolve ações nos campos da cultura e das artes. é sociólogo formado pela
UFPB. Como artista plástico participou de dezenas de mostras coletivas e
individuais no Brasil e no exterior. Cuba, França, Portugal, Espanha etc. Em
seu histórico, destacam-se produções recentes como poeta. Foi laureado com o Primeiro
Lugar da FLIBO 2010, classificado no Festival Tataguassu de Poesia. Com o poema
A palavra, lavra foi laureado com o Troféu Natividade no Município de Paranavaí
no ano de 2016. Obteve o segundo lugar no Concurso Nacional/Novos Poetas
concorrendo com mais de 2.700 poetas. Em 2015 obteve o segundo lugar na
Categoria Máster no concurso nacional cidade de Ourinhos-SP. Segundo lugar
também no concurso Roberto Tonellotti de
Poesia; 1º lugar Local/Regional na categoria Miniconto da FLIBO 2017. Tem
publicado sua produção em antologias pelo Brasil.
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POEMA À
ENGENHARIA©
1ª Menção Honrosa
JOSÉ CARLOS BAÊTA – Belo
Horizonte/MG
Na gávea, dois
engenheiros;
longe o
Pascoal, escuro...
O fiscal: - Lá,
só atoleiros!
O da Vale: - Ferro
puro!
Oh! Como é
lindo o horizonte!
Mas para a Vale
é veludo;
se for um
monte, “desmonte”-
se for pico,
“pica” tudo!
Há regras entre
os catetos
com a sua
hipotenusa;
para as trovas
e sonetos
é só despertar
a musa.
Que pesadelo
infernal
daquele engenheiro
afeito:
preso sob o
radical,
sem ser
quadrado perfeito.
Êta rodovia
maldita,
a bê erre três
oito um!
O demônio ali
transita,
anjos e santos,
nenhum.
Pé quente e
cabeça fria,
(o alto forno
produz bem)
é dito em
Siderurgia;
vamos ser assim
também!
Minas, sua
história encerro;
assim, já foi
de outra vez,
vai-se agora o
nosso ferro,
como antes o
manganês!
José Carlos Baeta, nascido em
Mariana-MG, é brasileiro e português. Formação: Colégios D. Bosco,
Arquidiocesano(O.Preto), técnico metalúrgico, Engenharia Civil e Direito
(UFMG), Pós em Engª Econômica. Lecionou (25 anos) Topografia e Geodésia. Membro
da ALACIB/Mariana/MG, e UBT/SecBH. Tem 3 livros publicados: 2 em prosa com
alguma poesia e 1 de poesia (trovas).
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MEUS POETAS©
2ª Menção Honrosa
EDUARDO FERREIRA DE SOUZA - Santo André/SP
Decoro Cora Coralina
E nem a mísero beco de todos seus caminhos cheguei
Manoel de Barros me forja
No entanto, pouco de suas muitas nuances vislumbrei
De Drummond,
Tenho um mínimo de todo o seu sentimento do mundo
De Bandeira,
Migalhas de métrica. Sou, em seu pátio, bicho imundo
De um Charles, guardo só o filhote de seu azul pássaro
Do outro, diminuta, parca, insatisfatória dose de
opiáceo,
De Leminski, entendo apenas uma parte da humanidade
De Augusto, poucos versos de toda sua brutal
intimidade
De Quintana, parte da solidão inquieta, devaneio
incontido
Angústia que Freud explica, mas só em Pessoa faz
sentido
Deles todos, conservo da poesia somente esta
estupefação:
Menos certeza que pasmo ante aos alfabetos da
imensidão
Eduardo Ferreira de Souza é Professor Universitário e Capacitador Organizacional. Sociólogo e
Doutorando em Comunicação pela PUC S/P. Várias vezes premiado em concursos
literários nas categorias crônica e conto, é autor do livro "Do Silêncio à
Satanização: O Discurso de Veja e o MST", publicação de sua dissertação de
Mestrado.
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Retorno
adiante©
2ª Menção Honrosa
RAFAEL DUARTE CAPUTO – Curitiba/PR
Fui por tempo indeterminado, vim prazo de validade
vencido.
Fui semente em solo fértil, vim fruta madura longe do
pé.
Fui tudo pode acontecer, vim nada está em seu lugar.
Fui desenho para colorir, vim borrão a ser apagado.
Teimoso, voltei.
Fui arco-íris, vim azul-solidão – cor da saudade.
Fui sexta-feira santa, vim quarta-feira de cinzas.
Fui copo meio cheio, vim cálice meio vazio.
Fui folhas em branco, vim faltando páginas.
Frustrado, voltei.
Fui licença poética, vim desculpa plagiada.
Fui fazer acontecer, vim não tive tempo.
Fui brilho nos olhos, vim cego catarata.
Fui múltipla escolha, vim única opção.
Sem saída, voltei.
Fui grito de gol, vim zero a zero.
Fui erre jota, vim cê dáblio bê.
Fui parabéns, vim pêsames.
Fui sim e não, vim talvez.
Cansado de voltar,
Adiantei-me.
E retornei.
Rafael Duarte Caputo nasceu em 16
de Junho de 1977. Carioca por natureza, mas curitibano por opção, é Professor
de Informática e Administração e ocupa, ainda, o cargo de Coordenador
Pedagógico no Colégio Excelência em Curitiba/PR. Tamanha paixão pelo universo
literário fez com que se tornasse, atualmente, um acadêmico do curso de Letras.
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NUANCES DA ARTE©
2ª
Menção Honrosa
ROQUE ALOISIO WESCHENFELDER – Santa Rosa/RS
Arte de flores desenhadas
Sobre uma mesa de centro
Na espera do clima de amor;
Flores pintadas sobre um túmulo novo,
Dores imprimidas nas almas enlutadas
Da convivência suprimida...
Arte da melodiosa canção de saudade,
Da alegre toada na viola,
Da feliz bailarina em giros pelo salão...
Poemas escritos em meio à balbúrdia
Da grande e incômoda solidão,
Enquanto dançam as letras advindas do
coração.
Arte da vida, do mundo, do cosmos,
Do caos, no domínio de todos os nadas
E de todos os tudos, que anulam os excluídos.
Raridades em quadros da pintura mundial,
Livros escritos por autores de renome
E rabiscos da criança não alfabetizada.
A arte dói; a arte a suar, a arte na arte,
Influência da mente mentecapta, da mente metida,
Em todas as instâncias das vivências sofridas...
Na alegria das festas, o colorido;
Na tristeza do luto, o preto e o branco;
Na normal ocorrência, um poeta declama,
Com iluminadas frases, o que lhe vai na alma,
Com versos de fogo, de água e de mares sem fim...
Roque Aloisio
Weschenfelder: Natural de Santo Cristo – RS, 68 anos, graduado em
Letras, professor de Línguas e Literatura – aposentado – foi mediador de Cursos
no CENPEC, é multipremiado em Concursos literários, integra mais 1 centena de
antologias, autor de uma dúzia de livros, sendo 2 infantis, atualmente é
revisor textual, crítico literário. Cadastrado no site Profissionais do Livro,
do Clube de Autores.
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O
QUE RESTOU©
3ª Menção Honrosa
PAULO TÓRTORA – Rio de Janeiro/RJ
O que
remanesceu de nossa história
Não cabe
nas estrofes de um soneto;
Talvez
num canto umbroso da memória
Ou numa
velha foto em branco e preto...
O que remanesceu é tão
pequeno
Que numa gota de orvalho se
encerra
E tremeluz na manhã de
sereno
E cresce... e oscila... e
cai, beijando a terra.
O que restou de nós é
enorme e intenso,
Silêncio do universo mudo e
imenso
Na noite de um céu
embaciado e frio.
Um poema não comporta a
plenitude
Desse legado nostálgico e
rude ―
O que restou de nós... foi
o vazio...
Paulo Tórtora é Engenheiro, Professor universitário, membro da Academia Madureirense
de Letras, do Rio de Janeiro, RJ. Tem participação em várias coletâneas e
antologias literárias, nas modalidades Poesia, Contos e Crônicas.
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“AH-MANHÊ-SER”©
1ª Menção Especial
DODORA GALINARI – Belo Horizonte/MG
- Onde está a luz?!!!
Bate asas o galo. Espia...
O dia me arrepia. Magia.
Encantos. Passarada.
- Para quem, o canto?
Deitada... não mais,
num canto, Sá Maria
reza, tem fé.
Acende a lamparina-
o rosto se inclina.
Lá fora, sem sol,
pestaneja o arrebol.
Friorenta lenha
se ajunta na boca do fogão.
Sá Maria se esquenta
- faz café. Sem pão.
Ontem, a sopa.
- Se a noite se foi, onde
está o astro-rei, onde errei?
- Se chegou o dia,
inda vejo estrelas.
Posso vê-las -e, há de ser...-
nos olhos de Sá Maria.
- Ah... mãe Maria,
és a luz do dia!...
Dodora Galinari é nome artístico e literário de Maria Auxiliadora Galinari Nascimento.
Filha do fazendeiro José Nascimento Sobrinho e de Joana Galinari. Natural de
Dom Silvério/MG, passou a infância em Rio Doce/MG. Juventude em Ponte Nova/MG,
onde estudou interna em Colégio Salesiano, formando-se como Professora
Primária. Hoje reside em Belo Horizonte. É Psicóloga. Pedagoga com três
pós-graduações, foi Supervisora Pedagógica e Inspetora Escolar. Lecionou em
todos os níveis de ensino, aposentando-se como Diretora de Escola Estadual.
Tornou-se Atriz, Modelo, Manequim. Tem três filhos e cinco netos. Atual
presidente da UBT/BH – União Brasileira de Trovadores/BH, tem inúmeras
premiações em trovas, poesias e sonetos.
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Sou de lá... ©
2ª Menção Especial
REGINA RUTH RINCON CAIRES – Campinas/SP
Em mim, nada é
urbano.
Ao longo da
vida,
Travei uma luta
inglória com as cidades.
Não sou daqui.
E, somente
agora, tarde demais,
Percebo que
tenho os pés cativos no trançado do capim-boiadeiro,
Que a minha
alma continua encavalada nas tábuas do velho curral,
E que tenho o
coração encarcerado pelas porteiras da minha infância.
Sou de lá...
Regina Ruth
Rincon Caires, 64 anos, aposentada,
cursei Letras e Direito. Nasci em Auriflama/SP, sou casada, tenho dois filhos e
um punhado de netos. Eu gosto muito de escrever, gosto de participar de
concursos e fui classificada em alguns. Não tenho livro publicado, apenas
textos em antologias.
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Temperança©
2ª Menção Especial
TATIANA ALVES – RJ/RJ
Às vezes, meu caminho é de areia
Viscosa
Ardilosa
Movediça
Lodo que aprisiona quem tenta dele escapar.
Às vezes, eu pego a areia
Umedeço
Ajeito
Modelo
E construo um lindo castelo, banhado de espuma do mar.
Mas às vezes eu apenas a observo
Nas dunas
Nos lençóis
Nas tempestades
E deixo que ela escolha qual face vai me mostrar.
Tatiana Alves
transgride em poemas, comete delitos literários em contos, crônicas e ensaios e
viaja em livros infantis. Rabisca na Revista Samizdat e no site Escritoras
Suicidas, já tendo rascunhado nos sites Anjos de Prata, Cronópios
e Germina Literatura. Possui vinte e oito livros publicados. É
Doutora em Letras e leciona Língua Portuguesa e Literatura no CEFET/RJ.
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Conquista©
3ª Menção Especial
IGNEZ MONTEPULCIANO SANTOS DE OLIVEIRA
Belo Horizonte/MG
A vida sem janelas.
Fechadas portas.
Telhados de vidro?
Nem pensar.
Muros de concreto intransponíveis.
Cercas de arame farpado, imaginárias.
E o ar denso de nuvens tão cinzentas,
Mais opressor que chumbo, mais pesado.
Barulho de trombetas repentinas.
Ou teriam se formado pouco a pouco?
Muralhas de Jericó despedaçadas,
Tais ideias mal formadas se desfazem.
Mil exércitos preparados para a luta.
E a batalha já estava ganha.
Um vento prenunciando a vitória.
E ela, a vitória, já se antecipara.
Os pássaros pousaram nos muros,
Tão de leve.
A água murmurou.
Sou livre e escorreu pela calçada.
Os olhos procuravam o que viria.
E o inevitável aconteceu.
Os pés viraram passos.
E a terra estremeceu.
Ignez Montepulciano Santos de Oliveira,
nascida em Belo Horizonte, 16 de janeiro de 1937, professora aposentada,
autora: Fadas e Bruxas; O caldeirão da bruxa; Circo de A a Z. Não publicados
diversos poemas, contos, contos de cunho infantil e uma gramática lúdica
completa com meta linguagem: Viagem com Dona Gramática. Premiada em 1967 na
faculdade de Letras e Filosofia de BH, com o titulo Quadrado de vida (poemas).
E mãe de 7 filhos, sendo um falecido.
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AMANHé
Menção Especial Destaque –
Poesia
ALMIRA GUARACY REBÊLO, Belo Horizonte/MG
Como manter a esperança
de um feliz amanhã?
Nuvens pesadas se avolumam
ensombrando o verde das matas.
Águas em rebeldia se entrelaçam,
perturbando rios e mares.
Braços de fogo enlaçam
campos e cidades.
A natureza em revolta já nos priva
de prazeres outrora concedidos.
A própria ciência ameaça nossa paz.
Bramidos de revolta irrompem, dia a dia,
das entranhas dos povos.
Explode, a cada hora, a peleja entre irmãos.
O fantasma da peste campeia leste a oeste.
A fome grassa e no avanço escorraça
a confiança entre os homens.
O alarma do perigo envenena a ternura
de cada abraço amigo.
Evolou-se a quimera, desfez-se a crença
na concórdia entre os homens.
Meu doce lar já não é meu refúgio.
Cada esquina abriga um crime.
Cada canto esconde um drama.
Cada alma oculta um pranto.
Cada homem é um vilão.
Cada dia leva ao caos.
Preciso de um pouco de fé e de esperança
para enfrentar o amanhã.
Almira Guaracy Rebelo, nascida em Passos, MG. Funcionária Pública concursada. Aposentou-se
como Técnica de Administração pelo Ministério da Saúde. Membro da Academia
Municipalista de Letras de Minas Gerais, Academia Feminina Mineira de Letras e
União Brasileira de Trovadores. Participou de diversas Coletâneas Literárias.
Livros publicados: CORTINA RENDILHADA – poemas, premiado pela União Brasileira
de Escritores do Rio de Janeiro (UBE) em 1995; TODO SENTIMENTO – trovas e
glosas – novo prêmio da UBE, em 2002; MUTAÇÕES – poemas, em 2011.
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Sou
parte©
Menção Especial Destaque –
Poesia
ELZA AGUIAR NEVES, Belo Horizonte/MG
Rio, como você sou parte do
universo.
Sou projeto do criador.
De mansinho, faço minha trilha.
Sempre muito só.
Venço os obstáculos.
Debato-me nas pedras, supero.
Sinuosamente vou, procuro o
melhor.
Na solidão do silêncio,
ouço apenas meu pulsar.
Muitos se aproximam
nas minhas águas se refrescam,
saciam a sede e partem sem
olhar para trás.
Tenho quedas imensas,
verdadeiras cachoeiras,
assustam-me.
Recobro o sentido,
reconquisto meu lugar,
continuo.
Sinto-me inserida na natureza,
compreendo.
Nos dias ensolarados, sou
alegre, comunicativa.
À noite, presa aos meus
pensamentos e anseios,
peço companhia às estrelas.
Como não sou bela invejo a lua,
imponente e majestosa.
Sou como sou, sem muito o que
mudar, sigo.
Na correnteza do dia-a-dia
deixo me levar.
Não tardo a me lançar em águas
de outras nascentes,
será o fim ou o recomeço de nova vida.
Elza Aguiar Neves, natural de Viçosa, MG. Pertence a Academia Municipalista de Letras de
Minas Gerais e Academia Ubaense de Letras com sede em Ubá, MG. Embaixadora
Universal da Paz pelo Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, Suisse /
France. Membro Efetivo da Sociedade Brasileira dos Poetas Aldravianistas da
cidade de Mariana,MG. Agraciada com o Certificado de Honra ao Mérito e Medalha
de Ouro da Governadoria do Instituto Brasileiro das Culturas Internacionais de
Minas Gerais e com o Diploma Destaque Cultural Internacional da Academia
Municipalista de Letras de Minas Gerais.
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SÓ POR
HOJE... ©
Menção Especial Destaque – Poesia
LUCÍLIA CÂNDIDA SOBRINHO, Belo Horizonte/MG
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Só por hoje...
Empreste seu sorriso
ao tempo,
ele vai retribuir
com sabedoria.
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Só por hoje...
Consinta que o vento
sibile na sua janela,
ela vai entoar
sua canção preferida.
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Só por hoje...
Permita que o sol
deslize em sua face,
ele vai dourar de luz
sua solidão.
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Só por hoje...
Se perca na trilha
da esperança,
ela vai conduzir
seus desejos.
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Só por hoje...
Se enterneça com
o clarão da lua,
ela vai pintar de
luar seus devaneios.
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Só por hoje...
Abra o coração
à sua infância,
ela vai enfeitar de
ternura seu caminho.
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Só por hoje...
Deixe a chuva molhar
seus sonhos,
ela vai respingar
de estrelas seus planos.
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Mas não só por hoje...
Convide o amor para
inundar sua alma,
ele vai irradiar de
benção seus dias.
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E não só por hoje...
Ame o dom da vida!
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Lucília Cândida Sobrinho, natural de Cordisburgo/MG. Possui nove livros publicados – poemas,
contos, crônicas, trovas e ensaios. Membro da Academia Cordisburguense de
Letras Guimarães Rosa, da Academia Municipalista de Minas Gerais, UBT-BH e
outros órgãos culturais do Brasil e exterior. Possui inúmeras premiações em
poesia e prosa, e distinções: Medalha Santos Dumont pelo Governo do Estado de
MG, Medalha João Guimarães Rosa e Medalha Sinhá Araújo fundadora da academia de
Cordisburguense de Letras e Cartão de Prata Poetisa do Ano Primeira Semana
Roseana, 1989, Cordisburgo.
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Academia Municipalista de Letras de
Minas Gerais©
Menção Especial Destaque – Poesia
MARIA LÚCIA DE GODOY PEREIRA,
Belo Horizonte/MG
No alto dos seus cinquenta
e quatro anos,
revestida de honra e de glória,
guarda o mesmo espírito de
decanos
que ainda hoje norteia sua
trajetória.
Mantém acesa a chama do
altruísmo
com empenho e com
singularidade:
no saber de um povo, no seu
dinamismo
que contempla, com glória,
a humanidade.
E tal qual garimpeiro que
na lida
se empenha em encontrar
veio de ouro,
busca cultura, sua mina
preferida,
está nas letras o seu maior
tesouro.
Venho pois nesta data, com
alegria,
trazer-lhe os meus votos de
renovo:
ao se fazer nova a cada dia
és guardiã da história de
um povo.
Maria Lúcia de Godoy
Pereira. Nasceu em Ipanema- MG, filha de Hypólito Pereira
Filho e de Esmeralda de Godoy Pereira.
Pedagoga atuou em vários segmentos da Educação e aposentou na Reitoria da Universidade
do Estado de Minas Gerais – UEMG. É Presidente Emérita da União Brasileira de
Trovadores – UBT; é Acadêmica Benemérita da Academia Corsdisburguense de Letras
de Guimarães Rosa, membro do Clube da Simpatia na cidade de Olhão – Portugal.
Membre d´Honneur, 157, Divine Académie Française des Arts Lettre et Culture;
acadêmica da Academia de Letras e Artes da Serra – ALEAS- ES. É Acadêmica da
Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais (AMULMIG) onde ocupa o cargo de Secretária
Geral.
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CARÊNCIA©
Menção Especial Destaque –
Poesia
ZAÍRA MELILLO MARTINS, Caeté/MG
Sinto
uma solidão tão grande...
uma
carência de afeto,
de
braços a me envolver,
de
mãos a me afagar,
de
olhos a olhar meus olhos
e
de uma voz amiga
a
me dizer -- profunda --
"Você
é mais que tudo!"
Sou
como flor viçosa,
madura,
no
ponto exato
de
enfeitar jardins,
de
encantar olhares...
mas
bem perto
do
desfalecimento
de
suas pétalas chorosas ...
Pedaços
de mim
que
podem cair
qual
rosa murcha e frágil.
É
o ar que sufoca,
o
vento que abala,
a
chuva que abate,
a
tesoura que poda.
Zaíra Melillo Martins. Natural de Itabirito/MG.
Graduada em Letras, pós-graduada em Psicopedagogia. Primeiro texto publicado
aos 16 anos.
Inúmeras
publicações em jornais, revistas e antologias, sendo estas no Brasil e no
exterior.Pertence à AMULMIG desde 2000, e a outras academias seguintes: de
Vassouras/RJ, Mariana, França e Portugal.Publicou uma antologia poética sobre
Itabirito, e registrou as memórias infantis das filhas no livro"De Meninas
e de Bichos". Medalha de Ouro do Inst. Brasileiro de Culturas Internacionais/MG.
Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Ciclo do Ouro, em Sabará, e dos
Conselhos Municipais do Patrimônio Histórico e o de Turismo, em Caeté, onde
reside.
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ETERNAS©
Menção Especial Destaque Internacional – Poesia
EDWEINE
LOUREIRO,
Saitama - Japão
Olga, Dandara, Joana
d’Arc...
Preferiram
ser mártires
a servir à misoginia,
que à Igualdade asfixia.
Anita Garibaldi, Malala...
Muitos tentaram calá-las
com a violência das balas!
Mas não há armas nem algozes
que possam abafar as vozes
dessas mulheres, tão fortes
que derrotam até a Morte.
EDWEINE LOUREIRO nasceu em Manaus em 20 de setembro
de 1975. É advogado e professor, residindo no Japão
desde 2001. Possui mais de duzentas classificações em concursos literários no
Brasil, em Portugal e na Espanha. Seu livro “Filho da Floresta (e outros
poemas)” recebeu, em 2016, o Prêmio Vicente de Carvalho da União Brasileira de
Escritores do Rio de Janeiro (UBE-RJ).
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POETAS DO MEU PAÍS
Menção Especial de Destaque Internacional - Poesia
MARIA JOSÉ FRAQUEZA
Poetas do meu
país
Vós sois a
força motriz
Precursores de
gerações
Além da vida
louvados
Serão sempre
recordados
Com palmas e
ovações.
Poetas do meu
país
Eu seria mais
feliz...
Nestes tempos
atuais
Sem esquecer
os preferidos
Muitos merecem
ser lidos
Os poetas dos
florais!
Poetas do meu
país
Na alma a
nossa raiz
Plantando a
árvore da vida
Desde meus
avós e pais
Sois Poetas
dos Florais
A geração
esquecida!
Por isso,
amigos leais
Continuarei nos
Florais
Divulgando a
Poesia
Quer através
da leitura
A mostrar que
a cultura
Por nós é bandeira
erguida!
Maria José Fraqueza, nome literário de MARIA JOSÉ VIEGAS DA CONCEIÇÃO
FRAQUEZA, natural de Fuseta, Algarve, Portugal, professora, escritora, artista,
compositora, divulgadora e ativista cultural, mantenedora dos Jogos Florais de
Nossa Senhora do Carmo, fundadora da Casa Museu Profª Maria José Fraqueza. (por
Angela Togeiro)
Mais
informações sobre a ilustre escritora:
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